segunda-feira, 16 de junho de 2014

Inteligência x amor próprio

Parece que uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra, mas na verdade quase sempre são antônimas.
Para ter amor próprio basta gostar da pessoa que você é, para ser inteligente basta você ser curioso, ambicioso e sempre querer melhorar sua condição atual de um modo que (por se tratar da inteligência e não da burrice) tenha grandes chances de dar certo.
O problema da inteligência é exatamente a cobrança. A parte 'JUMENTA' desse dom que poucas pessoas usam é não se contentar em ter a mentalidade do 'povão'. Ter uma visão diferente do mundo pode fazer muito mal... 
Você pode ser julgado e criticado por toda sua vida porque seu ponto de vista não é 'padrão'. Mas se não fossem as grandes mentes estudando a todo vapor e pregando o que elas acreditavam, o ser humano ainda seria um mero animal irracional. Não é atoa que a maioria dos gênios ficaram loucos.. o cara se dedica anos, décadas querendo mudar a cabeça do povão sobre coisas mais que óbvias pra ele.. mas ninguém o entende! Ninguém tem a capacidade de entendê-lo na sua época, só depois de muito tempo que vão ter a coragem de admitir que acabaram com a vida de uma pessoa que estava certa.
Uma coisa que eu ouço muito é 'pense menos e faça mais'. Não consigo concordar com isso, fazer O QUÊ? Sair na rua gritando pro mundo inteiro, tentando convencer sozinha que os MEUS IDEAIS estão certo? Capaz.. até Hitler achava que tava certo!
Cada pessoa é um universo. Talvez ela ache um outro universo bem parecido com o dela para compartilhar suas semelhanças, talvez não. Parece que quanto mais parecidos os universos, as diferenças ficam mais gritantes. Se fossem menos semelhantes, de cara ja saberiam suas diferenças, não iria ter uma chance de aproximação muito grande.
Nosso universo entra em colapso quando algo muito grande acontece dentro dele e não tem como explicar de modo simples pros outros. Usamos termos tecnico, nome de estrelas e planetas nossos que o outro universo não faz nem ideia que exista. Pois já que não existe nele, não interessa.
O amor próprio consiste em aceitar que apesar de todos compartilharem estrelas e planetas idênticos, os astros diferentes é que fazem nossa personalidade, que nos dão forma.
Ás vezes fico viajando, pensando em como seria conhecer os maiores gênios da história: seria a mesma coisa.. se eu vivesse no tempo deles, provavelmente também não os entederia e ficaria fazendo ode aos pensadores mais antigos. 
Há de se olhar pro lado antes de olhar pra trás. Ninguém evolui pensando que o antigo que é o certo. Posso não concordar em muita coisa do mundo atual, mas quem sou eu pra julgar? Quem sabe daqui 100..200 anos tudo que eu tenho birra seja considerado extremamente inteligente?
Verdade seja dita, quanto mais ignorantes somos, mais felizes somos também. Não saber de toda desgraça que existe e se preocupar apenas com a própria vida é um privilégio, porém... nada evolui.
Então, é melhor ser uma máquina ou um louco?
Ainda to na dúvida..






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